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Obesidade Infantil

obesidade-infantilA obesidade infantil tem sido motivo de preocupação dos governos de vários países, e agora também no Brasil. O assunto é tão sério, que a primeira dama dos Estados Unidos se engajou na campanha, para corrigir os desvios e vícios dos americanos, principalmente na idade escolar, onde tudo começa. Como fatores presentes que desencadeiam esta epidemia, temos os maus hábitos alimentares em casa, no ambiente escolar e o exagero da indústria de alimentos.

 

obesidade-infantil_img02A discussão extrapolou as Sociedades Médicas. Hoje envolve interesses da Indústria de Alimentos com seus produtos cada vez mais vistosos e atraentes, alavancados por propagandas que usam personagens infantis, para atrair a atenção e aguçar o desejo das crianças, Organizações de Direitos dos Consumidores e Órgãos da Saúde e da Educação.

O IBGE mostra um aumento assustador no Brasil, acima de 200 %, do sobrepeso nas crianças de 05 a 09 anos nas últimas três décadas.

Segundo o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária do Conar, não se pode utilizar qualquer tipo de estímulo de consumo, quando o produto for destinado às crianças. A publicidade deverá se abster de  utilizar personagens ou autoridades. Por outro lado, o Código de Defesa do Consumidor proíbe a publicidade que “se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança“.

O problema vai muito além das discussões burocráticas e embates entre os vários órgãos envolvidos no assunto e a industria de alimentos.

A preocupação deve ser muito maior dos pais e dos educadores.

obesidade-infantilNos ambientes familiares e escolares as crianças tem as maiores exposições às tentações e aos erros. Balas, refrigerantes e vários outros produtos industrializados não deveriam ser os alvos principais de preocupação, se a educação e o acesso fossem bem controlados. Podemos observar, que por trás de uma criança obesa, invariavelmente temos pais obesos, ambiente familiar conturbados, maus hábitos alimentares ou má regulamentação/educação escolar, que vai desde a lanchonete da escola até o orientação e diretriz da Instituição.

Como exemplo dos maiores erros alimentares e suas origens, que desencadeiam as conseqüências maléficas temos:

  • A falta de orientação familiar, que não coloca à disposição das crianças uma dieta correta e balanceada. Deve-se educar e ter frutas, verduras e legumes à disposição das crianças, cortando biscoitos recheados e salgadinho das compras.
  • A freqüência às lanchonetes de fast-food, ricos em gordura saturada e sódio.
  • Consumo de balas, chicletes e chocolates, que tem na sua formulação altos índices de carboidratos e gorduras, conferindo-lhes alto valor calórico.
  • Consumo de massas instantâneas por ter altos índices de sódio, gorduras saturadas, corantes e conservantes.
  • Suco pronto devido ao alto índice de açúcar, corantes e conservantes, mesmo tendo sua formulação frutas naturais, que variam de percentual.
  • Salgadinhos que tem altos índices de sódio e gordura.
  • Refrigerantes que tem grande quantidade de açúcar e corantes.
  • Bolinhos industrializados que tem altos teores de gordura, conservantes e corantes.
  • Cereais matinais tem grande quantidade de açúcar e corantes.
  • Achocolatado tem grande quantidade de açúcar, conservantes, corantes e sódio.

Uma criança obesa é o prenúncio de um adulto obeso, que muitas vezes agravados por heranças genéticas e hereditárias, levam a aparição de  diabetes e doenças cardíacas.

Países como Estados Unidos, Canadá, Brasil, Chile, Bélgica, França, Irlanda, Reino Unido, Itália, Dinamarca, Suécia, Noruega, entre outros, estão empenhados nos controles de autorregulamentação, alertas, proibição parcial ou total no controle de publicidade de alimentos para crianças.

Portanto, atenção pais e educadores. Cuidem das crianças e muita atenção à exposição excessiva aos programas infantis de TV. A guerra de audiência e interesses dos patrocinadores podem interferir na saúde de seu filho.

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Fontes: Organização Mundial de Saúde, trabalhos da Unifesp, Jornal “Folha de São Paulo”, Nutricionista e Nutrólogos, depoimentos de Pediatras e Endocrinologistas e Órgãos de Publicidade.